Influenciadores digitais e o vício em apostas

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29 dez 2025
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Já escrevi sobre bets aqui na RQC, abordando seus impactos na economia, na sociedade e na saúde psicológica dos apostadores, além da sanção da Lei das Bets, que regulou o chamado “mercado de bets” no Brasil. A lei estabeleceu critérios de tributação, normas para a exploração do serviço, definiu a distribuição da receita arrecadada, fixou sanções e determinou as competências do Ministério da Fazenda em relação à atividade.

Passado um ano desde aquele artigo e a promulgação da lei, posso afirmar que a situação permanece calamitosa.

Se há maior visibilidade e transparência em um mercado regularizado, também vieram à tona dados estarrecedores sobre o uso de recursos do Bolsa Família em apostas, a persistência das bets ilegais, uma CPI sem avanços concretos, os custos totais à saúde e a influência do marketing — especialmente de influenciadores digitais — na normalização das apostas entre jovens.

Segundo a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA-MF), nos seis primeiros meses do mercado regulado de apostas de quota fixa — aquelas em que o apostador sabe previamente quanto pode ganhar — havia 78 empresas autorizadas, com 182 marcas. Nesse período, a Anatel retirou do ar 15.463 páginas e encerraram-se 255 contas irregulares. Ao todo, 17,7 milhões de brasileiros apostaram online: 71% deles, homens menores de 40 anos.

A receita bruta total das empresas autorizadas alcançou R$ 17,4 bilhões no primeiro semestre, com gasto médio de R$ 164 por apostador ao mês. A arrecadação tributária somou R$ 3,8 bilhões, além de R$ 2,14 bilhões destinados a programas sociais, conforme previsto na Lei das Bets (14.790/23).

Matéria da BBC intitulada “Como Brasil se tornou o 5º maior mercado de bets no mundo” destaca que as empresas de apostas online no país devem encerrar 2025 com um faturamento estimado em cerca de US$ 4 bilhões (mais de R$ 22 bilhões). Entre os principais fatores que colocaram o Brasil nessa posição de destaque estão a ampla digitalização, o Pix e o marketing agressivo.

Sobre esse último ponto, até quem não gosta de futebol provavelmente já se deparou com propagandas de bets envolvendo algum time, ex-atleta ou jogador em atividade. De acordo com a matéria “Bets fazem patrocínios de camisas do Brasileirão saltarem 125% em 2 anos e superarem 1 bilhão de reais”, publicada no G1, a receita gerada pelo patrocínio master (o logo central na camisa) dos clubes da Série A passou de R$ 496 milhões em 2023 para R$ 1,117 bilhão em 2025.

A lógica é simples: entre 182 casas de apostas legais, o apostador tende a escolher a marca com maior exposição. A participação das empresas dobrou nos painéis publicitários do Brasileirão entre 2019 e 2024, passando de seis em cada dez propagandas para uma média de 7,4, segundo análise da Deutsche Welle baseada em vídeos do YouTube com IA.

Além dos patrocínios em campo, as estratégias de marketing das bets incluem influenciadores digitais. Como explicou Rodrigo França em sua coluna no Metrópoles, a lógica das apostas online é sedutora. O público assiste a vídeos de atores, cantores ou outros influenciadores que, além de emprestar sua imagem para as casas de apostas, acabam transmitindo aos seguidores a ideia de que apostar é uma atividade segura e até capaz de servir como complemento de renda.

 

Influenciadores

Imagino que o leitor não tenha acompanhado a CPI das bets na íntegra e só tenha tomado conhecimento, talvez, dos memes relacionados à presença da influenciadora Virgínia Fonseca. O que passou despercebido é que o relatório final da relatora, senadora Soraya Thronicke, publicado em 12 de junho de 2025, foi rejeitado por quatro votos a três, encerrando a CPI sem oferecer qualquer conclusão — algo que há dez anos não se via no Senado.

O relatório propunha o indiciamento de 16 pessoas, incluindo influenciadores, por estelionato, propaganda enganosa e lavagem de dinheiro. Segundo Thronicke, o estelionato decorria do uso de “contas de demonstração”, nas quais influenciadores fazem grandes apostas usando recursos fornecidos pelas plataformas, sem, portanto, correr nenhum risco – situação oposta à do jogador comum.

Seis meses depois, surgiram avanços limitados, como os Projetos de Lei 1057/25 e 4044/25, que ainda precisam ser aprovados. O primeiro impõe obrigações a influenciadores que promovem apostas, como identificação de clientes e comunicação de operações suspeitas; o segundo cria um marco legal para o combate às apostas ilegais.

Como descrito na reportagem O Bonde do Tigrinho, de João Batista Jr. e Alessandra Medina para a Revista Piauí, os cachês pagos por casas de apostas legais a influenciadores variam de valores já exorbitantes, como os R$ 29 milhões pagos pela Blaze a Virgínia Fonseca, a cifras inimagináveis, como os cerca de R$ 40 milhões pagos a Carlinhos Maia e até R$ 100 milhões a Neymar. Influenciadores tentam minimizar sua responsabilidade. Carlinhos Maia, por exemplo, buscou se desvincular da questão, afirmando: “Se eu disser: ‘pule do penhasco’, você vai pular porque estou dizendo a você? Não”, acrescentando que “você joga porque quer” e que, embora divulgue plataformas de apostas, “nunca jogou”.

Se, como Maia sugere, o influenciador não influencia comportamentos, fica difícil entender o gasto das plataformas com esses profissionais. E o discurso contraria as evidências. Publicado em Health Promotion International, o artigo Young people’s views about the use of celebrities and social media influencers in gambling marketing buscou responder a três questões: (1) as atitudes de crianças e adolescentes diante da presença de celebridades e influenciadores em anúncios de apostas; (2) a influência percebida dessas figuras sobre atitudes e intenções de consumo; e (3) estratégias consideradas adequadas para lidar com esse tipo de marketing.

A pesquisa integrou um estudo mais amplo sobre publicidade e patrocínio de jogos de azar, envolvendo jovens de 12 a 17 anos residentes em Victoria e Nova Gales do Sul, na Austrália, com consentimento dos pais. Entre novembro de 2021 e setembro de 2022, foram realizados grupos focais online, com dois a quatro participantes.

As entrevistas utilizaram perguntas abertas, como: “O que vocês acham de celebridades aparecerem em anúncios de jogos de aposta?”. Estímulos visuais, como capturas de tela de promoções de apostas online com imagens de celebridades, foram usados para provocar discussão. Participaram 64 jovens em 22 grupos focais, com duração de 60 a 90 minutos.

Como resultado, os jovens relataram que o uso de celebridades e influenciadores em anúncios de apostas aumenta a atenção, a atratividade e a memorização das propagandas. Também observaram que essas propagandas costumavam ser exibidas em momentos estratégicos de eventos esportivos.

Segundo os participantes, anúncios com influenciadores digitais eram particularmente atraentes por parecerem mais próximos e relacionáveis do que celebridades tradicionais, reforçando a sensação de pertencimento às comunidades online.

Além disso, a percepção de que pessoas famosas apostam pode encorajar jovens a experimentar o jogo, tornando a propaganda mais persuasiva, estimulando a imitação de comportamentos e reforçando a falsa ideia de que apostar poderia levar ao mesmo estilo de vida dessas figuras.

Os autores reconhecem que a dinâmica dos grupos pode ter influenciado as respostas, já que opiniões divergentes tendem a ser suprimidas por desejabilidade social. Também há o risco de viés do moderador, pois a condução das discussões — mesmo quando não intencional — pode sugerir quais respostas parecem mais adequadas ao contexto.

 

Os custos sociais

Publicado sob o título A saúde dos brasileiros em jogo: Análise político-econômica da regulamentação de apostas online e seus impactos para a saúde da população brasileira, o dossiê elaborado pelas ONGs Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e Umane, em parceria com a Frente Parlamentar Mista para Promoção da Saúde Mental, teve o objetivo de avaliar os impactos das apostas online no Brasil.

Embora não se trate de um artigo científico — não apresenta metodologia detalhada nem revisão por pares —, o documento traz achados relevantes. Um levantamento conduzido pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) revelou que 34% dos jovens brasileiros com idade entre 18 e 35 anos que pretendem iniciar um curso de graduação em 2025 relataram ter adiado seus planos educacionais devido aos gastos com apostas online.

Estima-se que 5,6% da população — cerca de 9 milhões de brasileiros — utilizem sites de apostas esportivas. O estudo destaca a vulnerabilidade de adolescentes: 55,2% dos menores que apostaram apresentaram indicativos de jogo problemático ou de risco, apesar da proibição legal, contra 38,8% entre adultos.

Os impactos também são mais severos entre pessoas de baixa renda, com prevalência de comportamento de risco de 52,8% entre aqueles que ganham até um salário mínimo, mais que o dobro do observado entre os que recebem acima de dois salários mínimos.

Dados apresentados na agenda “Jogos e apostas: Impactos e Estratégias para a Saúde Pública”, promovida pelo Ministério da Saúde em julho de 2025, indicam aumento expressivo de atendimentos por Transtorno do Jogo e Mania de Jogos de Aposta na Rede de Atenção Psicossocial, com projeção de crescimento de 104% até 2028, passando de 10.553 para 21.949 atendimentos.

Além disso, há forte discrepância entre arrecadação, emprego e custos sociais. Apenas no primeiro semestre, o setor faturou R$ 17,4 bilhões (após pagamento de prêmios), com projeções de até R$ 22 bilhões no ano, enquanto a arrecadação tributária chegou a R$ 6,8 bilhões — dos quais apenas 1% (cerca de R$ 68 milhões) é destinado à saúde. A empregabilidade é baixa: até o fim de 2024, havia 1.144 empregos formais distribuídos entre 60 empresas, com alta informalidade.

Ao estimar os custos sociais e econômicos associados ao jogo problemático — incluindo depressão, alcoolismo, exclusão social e suicídio — e compará-los à experiência do Reino Unido, ajustada por paridade do poder de compra, o dossiê calcula que o Brasil tem cerca de 12,8 milhões de pessoas em situação de risco em relação às apostas, gerando um custo anual de R$ 38,8 bilhões. Desse total, 78,8% estão relacionados à saúde, com destaque para mortes por suicídio, perda de qualidade de vida, tratamentos médicos, perda de moradia, seguro-desemprego e encarceramento.

Diante de um custo social pelo menos cinco vezes superior à arrecadação do setor, o documento conclui que as medidas atuais são insuficientes, defendendo a necessidade de uma estrutura assistencial especializada, campanhas públicas de informação, sistemas de proteção e políticas mais robustas para mitigar os danos das apostas online.

Por mais que eu quisesse afirmar que esse dossiê captura de forma definitiva o impacto das bets na sociedade brasileira e, sobretudo, na saúde mental e no bem-estar da população, é preciso reconhecer que, por mais sérios que os dados pareçam, devem ser lidos com cautela.

O dossiê não explicita os métodos utilizados para selecionar, combinar e extrapolar as informações, o que gera risco metodológico de escolhas enviesadas ou de uma seleção inadequada. Além disso, parte das estimativas deriva de dados de outro país, que podem não se traduzir integralmente para o contexto brasileiro.

 

Resolvendo?

No final do ano passado, foi publicado o artigo The Lancet Public Health Commission on Gambling, que analisou os determinantes comerciais, legais e políticos da indústria de jogos de aposta e apresentou recomendações para a prevenção de danos associados ao jogo.

A comissão conduziu uma revisão sistemática com metanálise de 380 amostras em 68 países e territórios, envolvendo 3.441.720 indivíduos. O jogo é legal em mais de 80% dos países, e 46,2% dos adultos relataram ter apostado nos 12 meses anteriores, com maior prevalência entre homens (49,1%) do que entre mulheres (37,4%). Extrapolando os dados, estima-se que 2,3 bilhões de adultos tenham jogado no último ano.

Entre adolescentes, apesar das restrições legais, 17,9% relataram jogar, o que corresponde a cerca de 159,6 milhões globalmente, com maior prevalência entre meninos.

Quanto ao risco e ao transtorno de jogo, 121 estudos indicaram que 5,5% das mulheres (tanto jogadoras quanto não jogadoras) e 11,9% dos homens apresentaram algum nível de risco, enquanto 1,0% das mulheres e 2,2% dos homens tiveram jogo problemático ou transtorno de jogo. Globalmente, isso equivale a cerca de 448,7 milhões de pessoas em risco e 80 milhões com jogo problemático ou transtorno.

As maiores prevalências de risco foram observadas no Leste Europeu, e as de transtorno de jogo, na América do Norte. Entre adolescentes, embora os dados sejam limitados, as prevalências variaram de 0,5% a 4,9% para meninas e de 4,7% a 14,5% para meninos.

Para avaliar estratégias de mitigação de danos, foram analisadas nove revisões sistemáticas publicadas entre 2019 e 2023, majoritariamente focadas em jogos presenciais, o que evidencia uma lacuna importante sobre a eficácia das medidas no ambiente online. Ainda assim, identificou-se potencial em medidas universais de prevenção, como restrição de acesso, limitação de publicidade, controle do valor das apostas e da velocidade dos jogos. Intervenções individuais, como terapia cognitivo-comportamental e entrevistas motivacionais, mostraram eficácia limitada e alcance restrito.

A análise de mudanças legislativas entre 2018 e outubro de 2023 identificou 80 jurisdições, incluindo 39 estados dos EUA. Dessas, 71 ampliaram as oportunidades legais de jogo e apenas oito as restringiram.

Algumas jurisdições incorporaram preocupações de saúde pública. É o caso do Japão, que em 2018 aprovou a Lei Básica de Contramedidas contra o Vício em Jogos, reconhecendo explicitamente os graves impactos sociais do jogo problemático, como endividamento, pobreza, violência, suicídio e criminalidade.

No campo da prevenção de danos, muitas jurisdições confiam excessivamente na autorregulação, por meio de códigos de conduta vagos e análises de risco feitas pelos próprios operadores. Falhas recorrentes, como casos no Reino Unido associados a suicídio, revelam oportunidades claras de intervenção ignoradas, além de infrações frequentes, por exemplo, das regras sobre publicidade. A aplicação da idade mínima é outro ponto crítico: em 40 dos 41 países africanos em que o jogo é legal, o jogo entre menores permanece prevalente, apesar das restrições formais.

A comissão recomenda reduzir a exposição e a disponibilidade do jogo por meio de restrições ao acesso, à promoção, ao marketing e ao patrocínio. Também sugere garantir serviços universais de apoio e tratamento, além de campanhas bem financiadas de conscientização. Jurisdições que permitem jogos de azar devem dispor de reguladores independentes, bem financiados e capacitados, com foco explícito na proteção da saúde pública.

Enquanto lia o documento, percebi que a maioria das medidas se aproxima das propostas do relatório (rejeitado) da CPI.

Com base na experiência internacional e na literatura sobre o tema — e isso é uma opinião pessoal — entendo que a regulamentação brasileira  é insuficiente e pouco rigorosa.

Além das propostas da relatora, como monitoramento de apostadores, proibição de acesso a beneficiários de programas sociais e punição da propaganda irregular, acredito que o Projeto de Lei nº 5473, recém-aprovado em comissão do Senado, que eleva a tributação das bets de 12% para até 18% em 2028, pode contribuir, embora seja insuficiente.

Considero também que a presença de influenciadores em propagandas de apostas deveria ser proibida, da mesma forma que acredito ser inaceitável em anúncios de bebidas alcoólicas, cigarros, vapes ou maconha orgânica. Essas campanhas constroem um imaginário ilusório.

Campanhas contrárias, que exponham o outro lado — perdas financeiras, endividamento e situações de vulnerabilidade associadas às bets, especialmente ao “tigrinho” — talvez fossem mais eficazes para desencorajar a adesão ou, ao menos, deixar claro que a derrota é o desfecho mais provável.

Infelizmente, ao considerar que uma das decisões mais bizarras do ano foi a Caixa Econômica Federal ter cogitado a criação de uma bet própria — recuando, momentaneamente, após críticas políticas —, fica evidente que o interesse econômico, reforçado pela queda de 16% no faturamento das loterias, tende a se sobrepor às preocupações de saúde pública.

 

Mauro Proença é nutricionista

 

REFERÊNCIAS

MOTA, C. Como Brasil se tornou 5º maior mercado de bets no mundo. 2025. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp98gn2rpyvo.

CATTO, A. Bets fazem patrocínios de camisas do Brasileirão saltarem 125% em 2 anos e superarem R$ 1 bilhão. 2025. Disponível em: https://g1.globo.com/economia/noticia/2025/12/04/bets-fazem-patrocinios-de-camisas-do-brasileirao-saltarem-125percent-em-2-anos-e-superarem-r-1-bilhao.ghtml.

PEARSON, M. e SCHUINSKI, R. Bets estão em 60% das propagandas em campo no Brasileirão. 2025. Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/bets-est%C3%A3o-em-60-das-propagandas-em-campo-no-brasileir%C3%A3o/a-72965336.

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